Parte 2 - A Palavra de Yahweh, o Espírito Santo de Yahweh e o próprio Yahweh são um.
Marcelo Victor R. Nascimento
Esta matéria apresenta uma defesa
teológica robusta, lógica e biblicamente fundamentada sobre a Unicidade de
Deus, considerando a relação entre Yahweh e o Espírito Santo.
1. A Natureza Essencial de
Deus (João 4:24)
- Um Argumento Lógico: quando
as Escrituras dizem que "Deus é Espírito", uma
questão lógica salta aos olhos: de que espírito Yahweh seria constituído senão
do Espírito Santo? Haveria outro espírito que formasse o ser de Deus como um todo?
- Análise Unicista: este é o ponto de partida
perfeito para a discussão sobre a pessoa de Deus. A Trindade ensina que o
Pai é espírito e o Espírito Santo é “outro espírito” [outra
pessoa]. Sob a ótica unicista, isso seria um absurdo lógico que beira o
politeísmo [dois espíritos divinos distintos]. Contudo, se Deus é um ser
espiritual “Santo”, Ele só pode ser o “Espírito Santo”,
não havendo divisão de essência ou identidade, i.e., o Espírito Santo é a
própria natureza e essência do Único Deus (Yahweh) e não uma suposta "terceira
pessoa".
2. A Unidade na Criação (Jó
33:4 e Salmos 146:5,6)
- Um Argumento Lógico: quando se compara versículos
que atribuem a criação ao "Espírito de Deus" e a
"Yahweh", parece lógico dizer que se tratam da mesma entidade.
- Análise Unicista: a teologia trinitariana
costuma usar Gênesis 1:26 ["Façamos o homem..."]
para sugerir uma espécie de "conferência" entre pessoas divinas.
Contudo, tal premissa parece cair por terra mediante o paralelismo
bíblico. Se Yahweh é o único criador [Isaías 44:24 diz: "eu, o
Senhor, faço todas as coisas, e sozinho estendi os céus") e
Jó diz que o Espírito criou o universo, a única conclusão lógica é que o
Espírito nada mais é do que Yahweh em ação, validando a absoluta unicidade
de Deus nas obras da criação.
3. Equivalência Direta (Atos
5:3-4)
- Um Argumento Lógico: mentir ao Espírito
Santo (v.3) é mentir ao próprio Deus (v.4).
- Análise Unicista: os trinitarianos usam esse
texto para provar que o Espírito Santo é Deus, i.e., a suposta “terceira
pessoa” da Trindade. No entanto, este verso não prova “pluralidade”
de pessoas, mas sim “identidade”. Mentir para o Espírito não
é mentir para um parceiro ou colega de Deus, é mentir para o próprio Deus
em Sua essência suprema e onipresente.
4. A Analogia do "Homem
Interior" (1 Coríntios 2:10-13)
- Um argumento Lógico: Paulo, nessa passagem,
compara o Espírito de Deus com o espírito humano. Assim como o espírito do
homem não é uma pessoa separada do homem, o Espírito de Deus não é uma
pessoa separada de Deus.
- Análise Unicista: trata-se de um argumento
mais contundente e brilhante, pois destrói a ideia do Espírito Santo como
"outro" ser consciente. Se alguém disser "o
espírito de fulano está triste", ninguém deduzirá que o
interlocutor está falando do "fulano" e de uma segunda pessoa chamada
"espírito do fulano". A Bíblia usa essa mesma lógica para Deus,
de sorte que o Espírito de Deus é o Seu próprio ser [mente, intelecto,
emoção]. Afirmar que o Espírito Santo é uma pessoa distinta do Pai seria o
mesmo que afirmar que o espírito humano é uma pessoa separada da própria
pessoa.
5. A Resolução do Paradoxo da
Onisciência [Mateus 11:27 e Mateus 24:36]
- Um Argumento Lógico: se o Espírito Santo
penetra as profundezas de Deus e conhece tudo relativo a Ele [1 Coríntios
2:10-11], por que Ele é omitido nos versos que dizem que “apenas”
o Pai sabe o dia e a hora do fim de todas as coisas?
- Análise Unicista: esses textos apresentam uma falha na lógica da Doutrina da Trindade, favorecendo o pensamento Unicista. Se o Espírito Santo fosse uma "terceira pessoa" coigual, onisciente e separada, Ele obrigatoriamente saberia o dia e a hora do fim, de maneira que omitir o Espírito seria um erro de Jesus. Porém, aceitando a premissa unicista exposta nos versos bíblicos, o mistério se dissolve: Jesus só citou "Pai" porque o "Espírito" não é outra pessoa, mas o próprio Pai. O Espírito de Deus já está contido no título "Pai", pois é o Seu próprio ser transcendente, perscrutando todas as coisas.
6. A Poesia Bíblica
- Um Argumento Lógico: a expressão “o Espírito
Santo de Deus” [Efésios 4:30] parece guardar relação com as expressões “minha
alma está quebrantada” [Salmo 119:120], “meu espírito está
angustiado dentro de mim” [Salmo 142:3], “minha alma está
abatida” [Salmo 42:5], “meu corpo inteiro estremeceu”
(Jó 4:14). Isso, porque os escritores bíblicos certamente não estavam falando de “pessoas
dentro deles”, mas utilizando uma linguagem poética, ao invés de dizer “eu
estou angustiado”, “eu estou abatido”, “eu
estou tremendo”.
- Análise Unicista: o mesmo raciocínio pode
ser aplicado para o ser de Deus, quando a Bíblia fala do "Espírito Santo de Deus", i.e., não se
trata de uma pessoa distinta d’Ele, mas do Seu próprio ser. Esse detalhe parece ficar claro quando Yahweh disse que “derramaria do Seu Espírito” sobre o Seu povo [Joel 2:28], como uma forma de dizer que derramaria do "Seu ser" sobre Seus filhos. Sem contar o fato de Jesus ter soprado o Espírito Santo sobre os apóstolos, como uma emanação do Seu próprio ser e não como uma "pessoa distinta" que estava dentro de Si [João 20:22]. Outrossim, a "personificação" é uma figura de linguagem muito comum na Bíblia, como é possível notar nos seguintes casos: (1) Quando o escritor bíblico disse que o "inferno" foi visto seguindo um determinado cavaleiro, como se fosse uma pessoa capaz de seguir alguém [Apocalipse 6:8]; e (2) Quando o escritor bíblico personifica a "sabedoria", um atributo divino, chamando-a de Sua aluna [ Provérbios 8].
Conclusão da Análise:
A teologia unicista é impecável, à medida que usa a exegese [análise dos textos bíblicos] e a lógica formal para demonstrar que separar Yahweh do Espírito Santo, como se fossem duas pessoas distintas e independentes é uma construção filosófica, não sustentada pelos textos originais.
Os textos provam com clareza que o Espírito Santo é, simplesmente, o próprio ser de Deus [o Pai], assim como o espírito de um homem é o próprio homem em seu foro íntimo.
Link para as Obras Literárias do Autor
[ATENÇÃO: nenhum dos livros do autor tem fins lucrativos]
Referência Bibliográfica:
NASCIMENTO, M.V.R. (2020). Santíssima
Trindade: quase dois mil anos de engano religioso. Joinville: Clube de
Autores.

Muito interessante! Faz to sentido mesmo!
ResponderExcluirVale a pena meditar nesses assuntos tão profundos. Estamos sempre aprendendo!!!
ExcluirVale muito a pena a leitura
ResponderExcluirSim!!!
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