A Autoridade Incomparável de Jesus Cristo: Qual é a origem dessa autoridade?
Marcelo Victor R. Nascimento
A Autoridade Incomparável de
Jesus Cristo: O Padrão Perfeito do Deus Manifesto em Carne
Quem já leu os Evangelhos
certamente percebeu que as multidões do primeiro século ficavam chocadas com
Jesus. Mas o que exatamente causava tanto espanto? Não era a riqueza material,
a força militar ou uma influência política. O impacto vinha de algo muito mais
profundo: Sua autoridade.
Enquanto os escribas da época
dependiam de uma autoridade puramente técnica, acadêmica e do respaldo de
rabinos do passado, Jesus ensinava com uma autoridade pessoal impressionante.
Como descreve Mateus 7:29: “Porquanto os ensinava como tendo autoridade; e
não como os escribas”. Era o peso da Sua presença e a firmeza absoluta de
Suas afirmações.
Mas, sob a ótica do Unicismo,
de onde vinha essa autoridade e o que ela nos revela sobre quem Jesus realmente
é?
1. A Base da Autoridade: A
Relação Entre o Pai e o Filho
Para compreender a autoridade de
Jesus, precisamos olhar para o poder de manifestar-se em mais de um lugar ao
mesmo tempo: Ele é o próprio Deus (Espírito) manifestado em uma carne perfeita
(Homem).
Como homem — o "Filho do Homem" ou o “segundo Adão” (Hebreus 2:17) —, Jesus recebeu tudo do Pai, que é o Espírito Divino que veio habitar n’Ele plenamente. As Escrituras mostram que Deus o ungiu com o Espírito Santo e com virtude sem medida (Atos 10:38; João 3:34). Jesus não operava por Si mesmo como um homem isolado, mas sim porque o Pai guiava cada uma das Suas obras e palavras: "Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma" (João 5:30) e "Porque eu não tenho falado de mim mesmo; mas o Pai que me enviou, ele me deu mandamento sobre o que hei de dizer e sobre o que hei de falar" (João 12:49).
Toda a autoridade dada ao Filho
— seja para ter vida em si mesmo, não derivada de ninguém (João 5:26), perdoar
pecados na Terra (Mateus 9:8) ou dar a vida eterna através do conhecimento de
Yahweh a todo homem (João 17:2) — demonstra a perfeita submissão da carne ao
Espírito de Deus.
2. A Identidade Revelada: Yahweh
Caminhando Entre Nós
Um dos episódios mais marcantes
do ministério de Jesus ocorre quando Ele perdoa os pecados de um paralítico
(Mateus 9:6). Os fariseus imediatamente se escandalizaram. Por quê? Porque eles
sabiam que perdoar pecados é uma prerrogativa exclusiva de Deus.
Se Isaías 42:8 nos afirma
categoricamente que Yahweh não divide Sua glória com ninguém, como Jesus podia
exercer esse papel? A resposta é o pilar da fé unicista: Jesus é o
próprio Yahweh que se fez homem e habitou entre nós (1 Timóteo 3:16; João 1:14).
3. O Alcance do Poder de Jesus
O texto bíblico nos mostra que a
autoridade de Jesus, derivada do Pai, é total e ilimitada. Ele domina:
- Os elementos físicos: acalmou
o vento e o mar com uma palavra (Mateus 8:23-27).
- O mundo espiritual: comandava
espíritos imundos e pisava sobre as forças do inimigo (Marcos 1:27; Lucas
10:19).
- A própria vida:
Jesus nunca foi uma vítima indefesa do sistema. Ele entregou Sua vida
voluntariamente e tinha o poder de reavê-la através da ressurreição (João
10:17-18).
Além disso, Ele é o Juiz da
humanidade (João 5:22). Embora em Sua primeira vinda a missão tenha sido
salvar e não julgar, o juízo futuro pertence a Ele. Saber quem é o Juiz traz um
temor santo e uma segurança eterna para aqueles que decidiram crer
voluntariamente em Sua obra de redenção.
4. Uma Autoridade Compartilhada
O mais impressionante é que
Jesus não guardou essa autoridade apenas para Si. Ao longo de Seu ministério e
após a Sua ressurreição, Ele comissionou Seus apóstolos e discípulos,
transferindo-lhes poder para dar continuidade à Sua obra na Terra:
- Poder sobre o mal e enfermidades: “Deu-lhes
poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda
a enfermidade e todo o mal” (Mateus 10:1).
- Proteção e domínio: “Eis
que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do
inimigo...” (Lucas 10:19).
- Direcionamento espiritual: ao
soprar sobre eles o Espírito Santo, deu-lhes autoridade para declarar o
perdão ou a retenção de pecados, com base na proclamação da mensagem do
Evangelho (João 20:22-23).
Conclusão: Descansando no Poder
Supremo
Ao ressuscitar, prestes a
retornar à glória celestial invisível, Jesus declarou: “É-me dado todo o
poder no céu e na terra” (Mateus 28:18).
Em um mundo repleto de dores e
desgraças, pode parecer difícil conciliar essa realidade com o caos ao nosso
redor. No entanto, o plano de Deus não falhou. Aparentar "falta de
controle" é, na verdade, a paciência de Deus operando para converter e
salvar almas respeitando o arbítrio humano.
Nosso Salvador não é fraco e nem
divide o trono com outro. Ele é o Deus Supremo, revestido de autoridade total,
e nós estamos guardados em Suas mãos.
A grande verdade
das Escrituras Sagradas é que, de uma maneira real e concreta, em Jesus: o
infinito Deus se fez finito; o eterno Deus limitou-se no tempo; o Deus imortal
se fez mortal e morreu por nós; o onipotente Deus limitou-se ao poder humano; o
onipresente Deus se fez apenas presente; o onisciente Deus cresceu em sabedoria
e aprendeu a obediência por aquilo que padeceu; o imutável Deus mudou com o
tempo [não em termos morais]; o Deus invisível se revelou aos homens; o
Senhor de todas as coisas se fez servo; Aquele que não pode ser tentado
deixou-se tentar; e Aquele que é três vezes santo se fez maldição por nós.
Referência Bibliográfica:
NASCIMENTO, M.V.R. (2020). Santíssima Trindade:
quase dois mil anos de engano religioso. Joinville: Clube de Autores.


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