Geração e gestação de Jesus, o Filho de Deus
Marcelo Victor R. Nascimento
Quando olhamos para a
geração de Jesus [a manifestação do Deus único em carne], esbarramos no paradoxo da pecaminosidade da raça humana e da santidade do Filho de Deus, pois a Bíblia
diz que não houve pecado n’Ele [Hebreus 7:26; 1 Pedro 2:22; 2 Coríntios 5:21].
Façamos uma análise dessa
questão tão intrigante.
1. A Pureza da Encarnação e
a Natureza de Yahweh
A geração de Yahweh [Deus santíssimo] no ventre de Maria só pode ter ocorrido sem qualquer participação humana. Se não fosse assim, Jesus teria herdado componente genético ou biológico de uma pecadora, estando ligado à semente corrompida de Adão.
- Humanidade sem Pecado: como afirmam os textos de Salmos 51:5 e Romanos 5:12, a humanidade de uma forma geral nasce sob o pecado. Para que Deus habitasse entre nós, Ele precisava de um tabernáculo perfeito, sem mácula [o cordeiro de Deus não podia ter mancha] [1 Pedro 1:19].
- O corpo de Jesus: foi preparado diretamente por Deus; foi o Logos [a Palavra] se materializando [Hebreus 10:5]. Jesus não é "metade Deus e metade homem"; Ele é todo Deus manifestado em um corpo humano perfeito, o "Sumo Sacerdote santo e imaculado" descrito em Hebreus 7:26.
Nota de Contexto: o item nº 28 da Declaração de Fé da Trindade [comumente chamada de Credo de Atanásio, um bispo de Alexandria, do século IV] assegura que o corpo físico de Jesus foi gerado com a participação de Maria. Contudo, em João 1:14, está dito, de forma clara e irrefutável, que a Palavra de Deus SE FEZ CARNE [grifo do autor] no ventre de Maria, e não que Ela tomou parte do seu corpo para gerar o Filho de Deus. Em outras palavras, a virtude do Altíssimo cobriu Maria e, de forma milagrosa, gerou um embrião no seu ventre [Lucas 1.35]. Dessa forma, a geração de Jesus constituiu-se em um ato milagroso da parte de Deus, semelhantemente ao que ocorreu na criação de Adão, o qual, como Jesus, não teve pais biológicos e possuía o DNA divino, possibilitando, assim, que ambos viessem à existência em estado de perfeição moral [sem pecado]. Quanto aos atributos incomunicáveis [onipresença, onipotência, onisciência, imutabilidade, imortalidade, indivisibilidade, auto existência, eternidade, etc.], a Bíblia diz que Ele se esvaziou, ou seja, limitou-se por vontade próprio, tornando-se um homem perfeito como o primeiro Adão [sem pecado], isto é, o Deus vazio [Filipenses 2:7].
2. Maria como Receptáculo e
Não Origem
A analogia da "barriga de aluguel" ou "gestação por substituição" é extremamente pertinente para a visão unicista. Maria não é vista no texto sagrado como a fonte biológica de Jesus, mas como o meio pelo qual o Verbo entrou no mundo.
- Maria como Gestora: ela forneceu o ambiente para o crescimento do Messias, mas a vida que ali se desenvolveu não veio de seu óvulo, até porque, não há troca de material genético entre criança e mãe em uma gestação [a mãe apenas alimentao filho pelo cordão umbilical].
- A Soberania da Palavra: a “Fertilização In Vitro” é uma excelente ilustração para o que houve na geração do Filho de Deus, de sorte que o Espírito Santo cobriu Maria e se autogerou em seu ventre [o verbo se fez carne].
Nota de Contexto: Maria foi a serva que
carregou o Criador, cumprindo a profecia [Isaías 7:14], sem transmitir a Ele a
natureza caída da raça humana.
3. A Unicidade de Cristo
Essa perspectiva reforça a verdade de que Jesus é o próprio Deus.
- Um Ser Híbrido: se Maria tivesse contribuído geneticamente, Jesus seria um ser híbrido. Mas, como Ele foi gerado exclusivamente pelo poder de Yahweh, Ele é a Imagem do Deus Invisível [Hebreus 1:3]. Ou seja, nem mesmo o corpo nasceu de Maria, isto é, a essência e a vida eram puramente divinas.
4. A Ressurreição como Prova
da Independência Genética
O argumento sobre a ressurreição é um pilar vital para entender a encarnação. Se Yahweh pode reconstituir um corpo cujas moléculas e DNA se perderam há milênios — trazendo de volta órgãos, sangue e memória espiritual através do fôlego de vida — fica evidente que Ele não precisa de material genético humano para gerar nada.
- A Conexão entre a Ressurreição e a Geração: assim como Ele ressuscita o morto sem precisar de seus restos mortais, Ele gerou o corpo de Jesus no ventre de Maria sem precisar do óvulo dela.
- A Memória Espiritual: a "memória espiritual irretocável" gravada no fôlego de vida mostra que a identidade de um ser vem de Deus, e não da biologia carnal.
Conclusão
Mediante os argumentos ora apresentados, é possível concluir que:
1.Deus é Único e não se divide em pessoas.
2.A Encarnação foi um ato criativo
soberano, onde o Verbo se fez carne sem contaminação humana [a carne foi gerada
milagrosamente pelo poder de Deus].
3.Jesus é Yahweh, que utilizou o ventre de
Maria como um tabernáculo temporário para se tornar o nosso Salvador,
esvaziando-se da Sua glória [dos atributos incomunicáveis].
A verdade absoluta é que o
bebê que Maria segurou nos braços não era apenas seu filho por adoção
gestacional, mas o seu próprio Criador manifestado em carne.
A dependência de meios humanos ou materiais é uma limitação que não se aplica a Yahweh. Jesus Cristo é o Verbo Criador que, sem auxílio de semente humana, formou Seu próprio tabernáculo para caminhar entre nós, provando que Ele é o Senhor tanto da criação original quanto da ressurreição final.
Referência Bibliográfica:
NASCIMENTO, M.V.R. (2020). Santíssima
Trindade: quase dois mil anos de engano religioso. Joinville: Clube de
Autores.


Comentários
Postar um comentário