A Arquitetura do Homem Interior e o Único Deus Verdadeiro
Para nós, cristãos unicistas, a verdade de que Deus é um
só e se manifestou em carne é o pilar da nossa fé (1 Timóteo 3:16). No
entanto, para compreender a magnitude da salvação, precisamos olhar atentamente
para a realidade dessa encarnação. Deus não habitou em um corpo de carne de
forma superficial; Ele assumiu a nossa natureza de maneira plena. É a partir de Jesus que compreendemos o mistério do homem interior, formado por seis
pilares fundamentais que ditam nossa caminhada espiritual e nossa comunhão com
o Senhor: caráter, vontade, personalidade, consciência, instintos e
atributos.
Ele é o maior exemplo e validação dessa estrutura, pois quando Yahweh manifestou-se na carne, o homem interior de Jesus precisou ser exatamente igual ao nosso homem interior para que Ele pudesse nos representar perfeitamente como o único Mediador: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo HOMEM” (1 Timóteo 2:5).
Como homem genuíno, Jesus possuía uma vontade própria, humana
e totalmente distinta da vontade do Pai: "Não se faça a minha vontade,
mas a tua" — Lucas 22:42.
Além disso, em Sua condição humana, Ele andou na Terra
esvaziado de atributos divinos de poder, dependendo em absolutamente tudo do
Pai (o Espírito Santo) que veio habitar n’Ele no batismo: “Eu nada posso fazer de mim mesmo; na
forma por que ouço, julgo. O meu juízo é justo, porque não procuro a minha
própria vontade, e sim a daquele que me enviou” — João 5:30 (por certo, Ele não
mentiu).
Compreender o homem interior de Cristo nos dá o mapa para
trabalharmos os seis elementos da nossa própria alma sob a ótica do Espírito:
🌟 Consciência
· É
a centelha divina no ser humano.
· Funciona
como a bússola moral do espírito.
· Conecta
a criatura às leis universais e ao Criador.
· Desperta
o discernimento entre o bem e o mal.
🧭 Vontade
· É
o motor do livre-arbítrio e da evolução.
· Representa
a força soberana da alma em ação.
· Direciona
as energias e os pensamentos do indivíduo.
· Permite
ao espírito dominar a matéria e os instintos.
🛡️ Caráter
· É
o patrimônio eterno acumulado pela alma.
· Reflete
o grau de maturidade moral do espírito.
· Filtra
as reações diante das provações da vida.
· Permanece
intacto após a morte do corpo físico.
🎭 Personalidade
· É
a veste temporária usada na atual encarnação.
· Adapta-se
ao contexto cultural, familiar e social.
· Serve
como o "personagem" necessário para o aprendizado.
· Dissolve-se
ou transforma-se, enquanto a essência permanece.
🧬 Instintos
· São
as forças de preservação da vida biológica.
· Representam
a herança da evolução na matéria.
· Devem
ser educados e canalizados, nunca destruídos.
· Submetem-se
gradualmente ao controle da consciência.
💎 Atributos
· São
as virtudes potenciais latentes no espírito.
· Exemplos:
amor, sabedoria, paciência, justiça e compaixão.
· Desabrocham
conforme o homem interior se ilumina.
· Constituem
a riqueza real que ninguém pode roubar.
Conclusão: O Propósito do Homem Interior
Viver o Evangelho de forma plena exige de nós o cuidado
constante com o homem exterior e a edificação do homem interior. Olhar para
Jesus nos mostra que é perfeitamente possível vencer a carne, mesmo possuindo
uma vontade humana e nenhuma força própria, desde que vivamos em total
submissão a Deus, como foi o caso d’Ele.
Quando harmonizamos nossa consciência, vontade, caráter, personalidade, instintos e atributos sob a soberania do único Deus que habitou entre nós, manifestamos a verdadeira estatura de Cristo.
ReflexãoFinal:
A grande verdade das Escrituras Sagradas é que, de uma maneira real e concreta, em Jesus: o infinito Deus se fez finito; o eterno Deus limitou-se no tempo; o onipotente Deus limitou-se ao poder humano; o onipresente Deus se fez apenas presente; o onisciente Deus cresceu em sabedoria e aprendeu a obediência por aquilo que padeceu; o imutável Deus mudou com o tempo [não em termos morais]; o Deus invisível se revelou aos homens; o Senhor de todas as coisas se fez servo; Aquele que não pode ser tentado deixou-se tentar; Aquele que é três vezes santo se fez maldição por nós; e o Deus imortal se fez mortal e verdadeiramente morreu por nós.
Referência Bibliográfica:
NASCIMENTO, M.V.R. (2020). Santíssima Trindade, quase dois mil anos de engano religioso. Joinville: Clube de Autores.


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