A Toalha e a Bacia: Autoridade Que o Mundo Jamais Viu
Marcelo Victor R. Nascimento
O cerne da revelação de Deus manifestado na carne: o
Deus Onipotente que não usou Sua grandeza para se isolar, mas para abrir o
caminho supremo de acesso à salvação.
Em Jesus, vemos a máxima maturidade e a ausência
absoluta de insegurança espiritual. Enquanto os líderes humanos inseguros (como
os fariseus da época d’Ele) construíam barreiras de dogmas e privilégios para
proteger sua posição, o próprio Deus encarnado abriu a maior porta de todas (1
Timóteo 3:16).
Jesus Cristo: O Líder Supremo que
Abre Portas
1. A Esvaziamento (Kénosis) como Ato
de Maturidade Absoluta
Líderes inseguros têm medo de perder o status, a
posição e a proeminência. Jesus, sendo o próprio Deus manifestado em carne, não
teve receio de abrir mão da glória visível para se identificar com a
humanidade.
· O Texto Bíblico: "De sorte que haja em vós o
mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus,
não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo [Kenosis], tomando a
forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens." — Filipenses
2:5-7
· A Aplicação: a encarnação não diminuiu a divindade de Deus, ao
contrário, tornou-a ainda mais admirável e poderosa, pois revelou que Deus não
é escravo dos Seus atributos de poder, mas tem total autoridade sobre eles. Um
Deus seguro de Sua própria natureza não precisa impor distâncias; Ele se
aproxima, serve e abre o acesso para a humanidade, mesmo custando-Lhe a própria
vida no duro madeiro da cruz.
2. Líderes Inseguros Levantam
Barreiras vs. Jesus Que as Derruba
Na época de Cristo, a liderança religiosa dominada
pelos fariseus e escribas era movida pela insegurança. Eles levantavam
barreiras morais, sociais e ritualísticas para manter o povo afastado e sob
controle, garantindo o próprio monopólio espiritual.
· O Confronto com a Insegurança Religiosa: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando." — Mateus 23:13
· A Ação Transformadora de Jesus: Jesus quebrou as barreiras da religiosidade estéril, do preconceito étnico e da exclusão social para incluir aqueles que a liderança insegura rejeitava, vide quando falou com a mulher samaritana (João 4) e acolheu os marginalizados e pecadores (Lucas 15:1-2).
Clique no vídeo e assista a cena de Jesus falando com a mulher samaritana no poço de Jacó.
3. Jesus é a Própria Porta de Acesso
A declaração de que "líderes maduros abrem
portas" encontra seu cumprimento definitivo na própria essência de Cristo.
Na visão unicista, Ele não é apenas um intermediário criado, mas o único
Deus que veio em carne para ser o caminho e a porta de salvação.
· A Declaração da Porta: "Eu sou a
porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará
pastagens." — João 10:9
· O Rasgar do Véu: quando Jesus bradou no Calvário
"Está consumado", a maior barreira que separava o homem da presença
de Deus foi destruída: "E o véu do templo se rasgou em dois, de alto a
baixo." — Marcos 15:38 e "Tendo, pois, irmãos, ousadia
para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que
ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne." — Hebreus
10:19-20
Conclusão
A insegurança gera o desejo de domínio e isolamento; a
maturidade plena produz o serviço e a libertação.
Enquanto a liderança humana sem Deus precisa erguer muros para parecer grande, o Deus Todo-Poderoso manifestado em Cristo rebaixou-se, tomou a forma de servo e usou Sua autoridade para rasgar o véu e abrir as portas da graça eterna para toda a humanidade, cumprindo a seguinte promessa: "Porque assim diz o Senhor Deus: Eis que eu, eu mesmo, procurarei pelas minhas ovelhas, e as buscarei. Como o pastor busca o seu rebanho, no dia em que está no meio das suas ovelhas dispersas, assim buscarei as minhas ovelhas; e livrá-las-ei de todos os lugares por onde andam espalhadas, no dia nublado e de escuridão" (Ezequiel 34:11,12). Glória, pois, a Ele eternamente!!! Amém!!!
Considerações Finais:
A grande verdade das Escrituras Sagradas é que, de uma maneira real e concreta, em Jesus: o infinito Deus se fez finito; o eterno Deus limitou-se no tempo; o onipotente Deus limitou-se ao poder humano; o onipresente Deus se fez apenas presente; o onisciente Deus cresceu em sabedoria e aprendeu a obediência por aquilo que padeceu; o imutável Deus mudou com o tempo [não em termos morais]; o Deus invisível se revelou aos homens; o Senhor de todas as coisas se fez servo; Aquele que não pode ser tentado deixou-se tentar; Aquele que é três vezes santo se fez maldição por nós; e o Deus imortal se fez mortal e verdadeiramente morreu por nós.
Referência Bibliográfica:
NASCIMENTO, M.V.R. (2020). Santíssima Trindade, quase dois mil anos de engano religioso. Joinville: Clube de Autores.


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